Holdings financeiras chilenas chegam ao Peru e à Colômbia

Enquanto fortes ventos recessivos sopravam sobre a América Latina em 2011 em decorrência da crise na zona do euro, quatro das principais holdings financeiras do Chile, LarrainVial, Celfin Capital, IMTrust e Banco Falabella, lançavam-se à conquista dos mercados peruano e colombiano. Os operadores chilenos comprovaram in loco as boas perspectivas de crescimento do setor financeiro vizinho. Contudo, será cem por cento favorável o percurso que terão de fazer?Que barreiras terão de vencer e qual será estratégia mais adequada?

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Flávio Barbosa, da Magnesita: Para as multinacionais brasileiras, “crescimento é tarefa árdua”

Talvez o nome não seja muito conhecido, porém a Magnesita é uma multinacional brasileira fundamental em muitas cadeias de suprimentos. O abastecimento dos principais fabricantes de aço, cimento e vidro é feito pela empresa paulista do setor de minérios e refratários, o que dá a seus principais executivos uma perspectiva crítica de tudo, desde o que lhes reserva o euro até o papel da liderança corporativa na América Latina, conforme revela em entrevista recente Flávio Barbosa, diretor financeiro da empresa.

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Quais são as intenções da Pemex em relação a Repsol?

A aliança entre a petroleira estatal mexicana Pemex e a construtora espanhola Sacyr Vallehermoso para a aquisição do controle da Repsol, uma das maiores companhias petroleiras do mundo e a maior do setor de energia da América Latina, sofreu um sério revés com a destituição de Luis Del Rivero da presidência do grupo da construtora. Sem esse respaldo, a estratégia seguida pela empresa nos últimos tempos fica sem sentido e, principalmente, suscita a seguinte pergunta: E agora, qual o destino da Pemex? Especialistas consultados pelo Universia-Knowledge@Wharton discutem o assunto.

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Colômbia adota nova ofensiva para atrair turistas

O sinal de alarme soou chamando a atenção das autoridades encarregadas do turismo em Cartagena, principal destino turístico da Colômbia. Como o número de visitantes deverá cair, o desafio que os responsáveis pelo setor enfrentam atualmente é tão hercúleo quanto o que o país teve de enfrentar anos atrás, quando a Colômbia era sinônimo de violência mortal por obra de traficantes e guerrilheiros. A participação da Colômbia no mercado mundial de turismo dependerá do grau de sucesso que tiverem as autoridades — e os empresários — na luta contra esse novo desafio.

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A recessão na zona do euro comprometerá a frágil recuperação da economia mundial?

Se vários países da Europa entrarem em recessão, conforme predizem inúmeros especialistas, é quase certo que haja efeitos negativos, embora em graus variados, nas economias do mundo todo. Os líderes europeus articulam mais um pacote de soluções esta semana, os professores da Wharton avaliam o impacto da recessão na zona do euro, bem como os prós e os contras das medidas de recuperação colocadas em discussão.

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Os desafios do setor agrário argentino no novo mandato de Cristina Kirchner

Cristina Fernández de Kirchner acaba de ser reeleita presidente da Argentina. Antes, visitou a Coninagro, uma das principais entidades que se opuseram, em 2008, ao projeto das retenções, ou de impostos escalonáveis, às exportações agrícolas que, por fim, o governo cancelou devido aos fortes protestos do setor. Contudo, os problemas de competitividade dos produtores de grãos do país continuam na ordem do dia: o aumento do preço dos insumos, a inflação próxima de 25% e os impostos extorsivos, entre outras coisas, prejudicam principalmente os pequenos produtores. Quais são os planos de Cristina Kirchner para o setor agrário em seu segundo mandato?
 

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Tempos de tensão: lidando com a mineração ilegal e informal na América do Sul

Campos de mineração sem lei brotam nas margens do Amazonas criando incubadoras de prostituição forçada e níveis astronômicos de poluição. Os trabalhadores trabalham em covas de lama contaminadas e terminam o dia respirando vapor de mercúrio enquanto purificam o ouro extraído em barris de petróleo abertos. Contudo, muitos mineradores defendem essa “mineração artesanal” como uma das poucas alternativas à pobreza rural na América do Sul. Empresas, organizações não governamentais e governos estão aprendendo a transformar a produção mineral de empresas que operam em pequena escala em operações de maior porte, mais fáceis de regulamentar, mas não há soluções fáceis.

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Batalha das marcas: vitória da Concha y Toro chilena?

Veteranos da Concha y Toro como o diretor financeiro da empresa, Osvaldo Solar Venegas, merecem ser perdoados por se sentirem vingados. Diferentemente dos seus concorrentes multinacionais, eles formularam conscientemente, vários anos atrás, uma estratégia de gestão de risco para a empresa, hoje a maior vinícola da América Latina, privilegiando uma carteira seleta de marcas internacionais de grande apelo. A concorrência quis emular essa fórmula de sucesso, dizem os especialistas. Todavia, os desafios persistem: gerar cada vez mais valor para o acionista em cada garrafa vendida, dentro ou fora do país.

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A reviravolta inesperada do milionário negócio da mineradora Codelco

No dia 12 de outubro, a estatal chilena Codelco, maior produtora mundial de cobre, surpreendeu o mercado ao anunciar um acordo milionário com a multinacional japonesa Mitsui & Co., que tem investimentos no setor, para a aquisição de 49% das ações da Anglo American Sur (AAS), filial chilena da mineradora britânica Anglo American. O acordo resolvia problemas importantes de caixa da mineradora chilena. Contudo, numa reviravolta inesperada, o acordo foi suspenso com a venda por parte da AAS de uma participação de 24,5% de seus ativos no centro do Chile para a japonesa Mitsubishi por US$ 5,39 bilhões.

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A China expõe as fragilidades da América Latina

As economias latino-americanas conseguiram driblar muito bem a crise por que passam as principais economias do mundo. O crescimento pujante da região se deve, entre outras coisas, ao aparecimento em cena da China e à capacidade que mostrou o continente de satisfazer o apetite voraz dos chineses por matérias-primas. A curto prazo, essa relação foi benéfica, porém os especialistas advertem que depender tanto de uma economia, como a chinesa, ou da exportação de matérias-primas, pode gerar problemas a longo prazo, principalmente se os governos não conseguem gerir a situação e fincar pilares sólidos de crescimento para o futuro. 

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